Observação clínica

Asma: os sinais e sintomas, os factores de riscos, as causas e prevenção

Atualizado em maio de 2026
Autor
Revisão: Beldo Celestino Saraiva
Formado no curso: Técnico de enfermagem geral

Asma é uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias caracterizada por hiper-reatividade brônquica e obstrução variável (geralmente reversível) do fluxo aéreo, com sintomas que podem piorar em crises (exacerbações), como chiado, tosse, falta de ar e aperto no peito.

De forma prática, a asma acontece quando os brônquios ficam inflamados e sensíveis. Com certos gatilhos (poeira, fumaça, viroses, exercício, ar frio), ocorre uma “reação exagerada” das vias aéreas, gerando broncoespasmo, inchaço (edema) e muco espesso. Isso estreita os brônquios e dificulta a passagem de ar, principalmente no movimento de expiração.

As causas e factores de riscos

A asma não é uma infecção (não é “causada” directamente por vírus, bactérias), mas infecções virais podem desencadear crises, especialmente em crianças, temos os seguintes factores de riscos e as causas de asma:

Esses factores e as causas são de formas amplas reconhecidos como gatilhos e contribuem para o controle/prevenção da doença quando bem manejados.

Fisiopatologia da Asma

A asma é causada por uma inflamação crônica das vias respiratórias, que leva à hiper-reatividade brônquica. Isso provoca broncoespasmo, produção excessiva de muco e edema, resultando em obstrução reversível das vias aéreas.

  1. Inflamação das vias aéreas: começa com uma resposta imunológica exagerada a substâncias comuns do ambiente (poeira, mofo, pólens) ou irritantes (fumaça, cheiros fortes).
  2. Células do sistema imunologico (mastócitos, eosinófilos e linfócitos T) liberam mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos, prostaglandinas), causando edema da mucosa brônquica e hipersecreção de muco.
  3. Hiper-reatividade brônquica: os brônquios inflamados ficam muito sensíveis e reagem de forma exagerada a estímulos como ar frio, exercício, fumaça e infecções respiratórias, levando à contração da musculatura lisa (broncoespasmo).
  4. Obstrução do fluxo aéreo: inflamação + muco espesso + broncoespasmo estreitam os brônquios, dificultando a passagem do ar (sobretudo ao expirar). Assim surgem os sintomas clássicos: chiado, tosse, falta de ar e aperto no peito.
  5. Remodelamento brônquico: a inflamação persistente pode levar a alterações estruturais como, o (espessamento da parede brônquica, fibrose, aumento de músculo liso e glândulas produtoras de muco).

Tipos de asma

Os tipos de asma depende dos agentes causadores do problema, sendo os seguintes:

As classificações podem variar, mas essas categorias ajudam a orientar gatilhos e estratégias de controle deste problema.

Sinais e sintomas de asma

Prevenção e controle para reduz as crises asmaticas

Essas medidas, junto com tratamento correto, são a base para reduzir exacerbações e melhorar qualidade de vida.

Tratamento de asma

O tratamento tem como objetivo controlar sintomas, prevenir crises e manter vida ativa. Embora a asma não tenha “cura”, ela pode ser muito bem controlada com um plano individual.

  1. Medicação de controle: reduz a inflamação crônica e previne crises: corticoide inalado (ICS) (ex.: budesonida, fluticasona): controlo de asma persistente. Associações com broncodilatador de longa acção (ICS/LABA): indicado para melhorar controle. Antileucotrieno (ex.: montelucaste): (alergia/rinite, asma induzida por exercício).
  2. Medicação de alívio (resgate): usada para aliviar sintomas rapidamente em crises. Broncodilatador de curta ação, (ex.: salbutamol): relaxa a musculatura brônquica e melhora o fluxo de ar.
  3. Educação e plano de ação: ensinar gatilhos, técnica do inalador, sinais de alerta e quando procurar urgência. Um plano por escrito (zonas verde/amarela/vermelha) melhora a segurança e o autocontrole.
  4. Crises (exacerbações): podem exigir aumento temporário de medicações e avaliação médica, principalmente se houver falta de ar intensa, piora rápida ou baixa resposta ao broncodilatador. Siga o plano de ação e procure serviço de saúde se houver sinais de gravidade.

Complicações da asma

Se não for bem controlada, a asma pode causar algumas complicações:

Efeitos adversos quando há uso repetido/prolongado de corticoide oral (quando necessário em alguns casos). Por isso, o foco é manter controle contínuo e não tratar apenas a crise.


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BIBLIOGRÁFICAS

  • ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Asthma. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/asthma.
  • GLOBAL INITIATIVE FOR ASTHMA. Global Strategy for Asthma Management and Prevention. Disponível em: https://ginasthma.org/
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Asma: diagnóstico e tratamento. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA. Diretrizes para o manejo da asma. Jornal Brasileiro de Pneumologia, 2021.
  • CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Asthma and public health. Atlanta: CDC, 2023.

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